O que é OTT e quais os benefícios desta plataforma?

O que é OTT e quais os benefícios desta plataforma?

Para compreender o que é OTT é preciso entender que o termo vem do inglês e quer dizer over the top. Na prática, diz respeito ao conteúdo transmitido pela internet, seja ou não ao vivo. Um dos serviços de OTT mais conhecidos é a Netflix, que ficou mundialmente conhecida por oferecer conteúdo on demand (sob demanda) exclusivamente via internet.

A grande confusão que ocorre na cabeça das pessoas, em geral, se dá quando pensamos em serviços como o NET Now, por exemplo. A mesma empresa oferece canais de TV por assinatura, um serviço de vídeos sob demanda e a própria internet. Porém, é importante deixar claro que são três serviços completamente diferentes, mas que se complementam. Apesar de já ter sido encarado como uma ameaça, os serviços de transmissão de áudio e vídeo via internet nada mais são do que uma evolução natural dos meios de comunicação.

Com o avanço e aprimoramento do sinal de internet, passamos a ter acesso à web de maneira tão veloz quanto à TV. As smart TVs, por sua vez, permitem que os aplicativos de OTT estejam ao alcance do controle remoto. Sendo assim, é natural que hoje TV e OTT andem cada vez mais próximos. Para o  Coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da USP, Marcelo Zuffo: “OTT é simplesmente uma TV com um computador dentro”. A afirmação foi dita no painel “Melhores práticas e novas fronteiras do vídeo OTT com dados de pesquisas recentes”, na SET EXPO 2018.

E por esses e outros motivos, é interessante para qualquer emissora de TV, de todos os portes, ter serviços baseados na transmissão via internet. Para as menores, inclusive, torna-se ainda mais interessante se pensarmos que ter uma emissora na web é muito menos burocrático e dispendioso do que na TV convencional.

Nesse post, daremos algumas dicas para você que ainda está começando e pretende entender melhor o que é OTT e como sua empresa pode se beneficiar:

O que é OTT no contexto atual?

No mesmo painel que o pesquisador Marcelo Zuffo discursou na SET Expo 2018, também foram apresentadas pelo moderador Salustiano Fagundes, fundador da HIRIX Engenharia de Sistemas e CEO da HXD Smart Solutions, dados sobre o mercado: a fatia representada pelo OTT chegará a US$ 64 bilhões no mundo em 2021, sendo que US$ 3,59 bi serão só entre Brasil e México, que devem liderar a América Latina e ocupar, respectivamente, o quarto e quinto postos globais.

É por isso que, para compreender o que é OTT não basta entender que é uma forma de transmitir vídeos pela internet. Por mais semelhanças que tenha com a TV, não se pode negar que, em muitos aspectos, a expansão dessa forma de transmissão muda lógicas de produção e consumo de conteúdo.

Um dos grandes motivos para a popularização do OTT, por exemplo, é a mudança na rotina das grandes cidades. Isso fica claro se pensarmos que plataformas como essa permitem mobilidade e flexibilidade de horários. No quesito programação ao vivo, a internet permite assistir conteúdo de qualquer lugar, pelo aparelho smartphone, em ônibus, carro, metrô, etc. Se pensarmos na flexibilidade, a vantagem é que a programação não fica presa a uma grade, mas sim pode ser assistida a qualquer hora, por pessoas com as mais diversas rotinas.

Por que a lógica de produção de conteúdo não é a mesma?

Por mais que estejamos acostumados com a replicação de conteúdo já visto na TV para a Web, aos poucos essa lógica tende a mudar. No início, é natural que sejam as mesmas empresas atuando em ambos os mercados, porém já é claro que a tendência é que o OTT ocupe outros espaços e figure-se como uma mídia totalmente nova. Tanto que, recentemente, foi criada a Abott’s, Associação Brasileira de OTT.O objetivo é fomentar o ecossistema e abarcar representantes de plataformas, produtores de conteúdo, startups, fabricantes de Smart TV’s, Set-top Boxes e operadoras de internet. Ou seja, é a prova de que muita novidade ainda está por vir.

Existem várias maneiras de entrar nesse mercado, a certa vai depender do público e de muita tentativa e erro. Isso sem falar que os modelos tendem a mudar com velocidade. Hoje, observando a grosso modo, observamos basicamente três formas. Para entender o que é OTT e o que essa nova forma de distribuir conteúdo pode representar para a sua empresa, é preciso refletir sobre qual delas melhor se encaixaria na rotina do seu público, ou mesmo se há uma nova possibilidade, totalmente inovadora, para explorar:

Reexibindo conteúdo da TV

É o que tem feito muitas grandes e consagradas emissoras de TV como a Globo em sua plataforma OTT Globo Play. Por já ter espectadores fiéis e um público que já conhece e gosta do conteúdo, a lógica em geral não muda, apenas torna-se complementar àquela já realizada nos meios tradicionais. É verdade que a plataforma oferece algumas vantagens como cenas exclusivas ou mesmo a possibilidade de assistir episódios de novela antes dos demais, por exemplo. A emissora, inclusive, tem apostado cada vez mais nesse modelo e ousado oferecendo conteúdo extra e fazendo boas experimentações na plataforma. Porém, mudar totalmente a lógica de um conteúdo tão demandado não faria sentido para a emissora. Afinal, poder assistir novelas e programas a qualquer hora é exatamente o que boa parte do público quer.

Criando conteúdo exclusivo

Ter uma plataforma OTT com conteúdo totalmente inédito faz mais sentido para emissoras que tenham como foco a internet. No contexto atual, isso seria interessante para canais segmentados, por exemplo, com vídeos exclusivos sobre temas de interesse específico. É o caso de plataformas que transmitem videoaulas, por exemplo. O público que acessa, e paga, pelo conteúdo está interessado no acesso a um material exclusivo, de qualidade e totalmente voltado para seus interesses.

Porém, a forte tendência é grandes emissoras passem a ofertar cada vez mais vídeos exclusivos e com foco em segmentação. Ainda segundo Salustiano Fagundes, o CEO da HXD Smart Solutions citado já no início deste texto, “os usuários já perceberam o valor de se entregar a uma experiência significativa com catálogos renovados, recomendações cada vez mais personalizadas, buscas e execuções dos conteúdos selecionados de forma rápida e sem travamentos.” Como têm acesso ao comportamento de consumo do usuário de forma muito mais simplificada do que na TV aberta, as emissoras conseguem ser mais perspicazes ao sugerir novos conteúdos e experiências.

Distribuindo vídeos de outros produtores

No começo do texto usamos a Netflix para explicar o que é OTT, mas você já parou para pensar que esse tipo de negócio não prevê a produção de conteúdo? Apesar de hoje a empresa ser uma grande produtora de séries e filmes, essa não precisa ser uma premissa, ao menos no início. Apesar de observarmos que a maior tendência é que as distribuidoras se tornem grandes produtoras de conteúdo exclusivo, criar plataformas de distribuição também pode ser um bom negócio, dependendo do contexto. É interessante criar, por exemplo, plataformas OTT com conteúdo apenas sobre culinária, shows, esportes radicais, ou qualquer outro tema. A empresa fica responsável por selecionar, comprar os direitos de conteúdo de produtores do mundo inteiro, traduzir, organizar e comercializar em um contexto novo. Além de uma proposta interessante para o espectador, para os anunciantes é potencialmente mais lucrativo. Imagine o quão bom seria anunciar somente para um público que já está 100% propenso a gostar de determinado tema?

Esses são apenas três exemplos para que você entenda o que é OTT no contexto atual e possa ter insights para a sua emissora, mas as possibilidades são muitas. Caso tenha interesse em saber mais sobre como operar uma plataforma como essa, entre em contato conosco!

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