Como o OTT pode ser útil para experimentar novos formatos em TV?

Como o OTT pode ser útil para experimentar novos formatos em TV?

A possibilidade de experimentar novos formatos em TV tem se mostrado uma importante faceta para o OTT. Temos refletido aqui no blog sobre algumas das vantagens de migrar conteúdo digital que usem a lógica over the top. No post “Como obter alta qualidade em transmissões ao vivo pela internet?”, falamos sobre como a análise de dados captados pela plataforma pode transformar a maneira de gerenciar e produzir conteúdo. A partir do momento que se sabe o que potencialmente agrada a maior parte do público, fica mais fácil saber por quais caminhos seguir.

Essa vantagem se relaciona diretamente com a possibilidade de experimentação de novos formatos justamente porque permite observar tendências. A ousadia torna-se muito mais eficaz e com mais chances de sucesso, mesmo saindo da zona de conforto. Neste post, falaremos sobre a importância de estar sempre se renovando em relação ao conteúdo.

O que são formatos em TV?

Segundo o livro “Gêneros e formatos na televisão brasileira”, do autor José Carlos Aronchi de Souza, um formato em TV é o conjunto de características gerais de um programa de televisão. Um formato sempre está relacionado a um gênero (como telenovela ou entrevista, por exemplo). Mas, na prática, um único formato pode trazer vários gêneros, caracterizando um produto variado (é o caso do programa Fantástico, da Rede Globo, por exemplo). Ainda segundo o autor, a experimentação de novos formatos com o objetivo de incrementar pontos na audiência é um fenômeno mundial. Porém, não há um “salvador da pátria” e nem uma fórmula pronta. Para ele “Os formatos são a base do êxito mas muitas vezes é difícil distinguir o essencial do secundário, para contar qual é o motivo do triunfo de um e por que ele é diferente do outro.”

Sendo assim, experimentar novos formatos pode ser uma estratégia bastante interessante. Mas, quando aliada às informações sobre a audiência, é ainda mais eficaz. No livro, Aronchi de Souza cita exemplos de comportamento da audiência em diversos locais do mundo. A Dinamarca, por exemplo, produz cerca de 50% da sua programação e compra o restante dos EUA. Na Finlândia, há preferência pelos shows para o público nos canais abertos, e a maioria dos lares está conectada à TV à cabo. Já na Alemanha, a filosofia da programação segue a filosofia da televisão como serviço público.

É evidente que ao comparar países com culturas e histórias tão distintos haverá muitas diferenças entre as preferências por gêneros e formatos de TV. Porém, as comparações nos levam a refletir sobre a importância de conhecer bem o cenário no qual a emissora ou plataforma OTT está inserida. Em um país tão grande como o Brasil, é natural que haja diversos padrões de comportamento e preferências. Uma plataforma OTT que seja capaz de captar e interpretar esses dados de modo que agrade o maior número possível de assinantes certamente estará fazendo um excelente trabalho.

Por que o OTT é o local ideal para experimentar novos formatos em TV?

Experimentar em TV custa caro. A responsabilidade por manter uma grade de programação padrão e um compromisso com os espectadores traz consigo o peso de ter que carregar fracassos de experimentação por mais tempo que uma emissora gostaria. No OTT, ao contrário, há mais liberdade para lançar programas em caráter experimental e descontinuá-los, por exemplo. Outra vantagem é a interação e o feedback em tempo real dos assinantes. Como a programação depende da ação do espectador, ou seja, da atitude de escolha, é mais comum haver uma rede de recomendação entre amigos e manifestações de aceitação e rejeição mais imediatas.

O OTT como ferramenta de experimentação de novos formatos também é útil para emissoras que desejem aventurar-se em nichos específicos sem necessariamente associar o nome da grande empresa ao novo produto. Plataformas OTT que atendam necessidades específicas podem ser lançadas de forma independente e, caso não deem certo, é possível suspender a ação sem qualquer dano à imagem da empresa principal.

A plataforma alternativa também pode ser uma maneira de testar novos talentos, tanto em frente das câmeras quanto na produção. Ter conteúdos sendo produzidos de forma paralela torna-se interessante para compreender como esses novos talentos se desenvolvem e somente trazê-los para a ação principal quando estiverem prontos.

Estes são apenas alguns exemplos de como o OTT pode ser fundamental para a estratégia de lançamento de novos formatos em TV, mas as possibilidades são inúmeras. Caso tenha interesse em em conversar sobre o assunto, escreva para nós!

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